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      <title><![CDATA[PROSA POÉTICA - ricardamelo.webnode.com.pt]]></title>
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      <language>pt</language>
      <pubDate>Tue, 31 Dec 2013 21:30:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[Somos escandalosamente feios]]></title>
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         <description><![CDATA[Somos escandalosamente feios
E essa é a nossa moral.
Nada nos importa
Uma poesia que tresanda personalidade.
Havemos de ver se a aniquilamos.
&nbsp;
A Zon está no telhado.
Dá parabólica aos céus
Dá notícias do que é e vier
A árvore de natal está nas águas-furtadas
Pisca ao Santander
A via pedonal
As esplanadas
A vista do Chiado
O banco no café
O capuchino ao meu lado
E a janela entreaberta para o castelo.
As conversas de mesa do café
Eu, coscuvilheira, a ouvir
A tomar notas.
A desgraçada humana...]]></description>
         <pubDate>Tue, 31 Dec 2013 21:30:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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         <title><![CDATA[Meu mundo perfeito e pequenino.]]></title>
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         <description><![CDATA[Deixem-me estar no meu mundo perfeito e pequenino.
No meu mundo perfeito e pequenino não há 1 senhora, na rua, a gritar ao telemóvel “Cala-te! Cala-te! Tu não entendes as pessoas”.
No meu mundo perfeito e pequenino vivo só eu. Não há pedintes de supermercado, que buscam a carne para sobreviver.
Deixem-me estar no meu mundo perfeito e pequenino.
No meu mundo perfeito e pequenino não há aquele senhor de rua, que acha que às 3h da tarde são horas para dormir. Fosse para os caixotes mais cedo, o...]]></description>
         <pubDate>Mon, 16 Dec 2013 00:00:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[O papão meu amigo.]]></title>
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         <description><![CDATA[Ali, no quarto escuro, jaz o papão meu amigo.
Bom companheiro das horas vagas, zombava sempre das minhas alegrias.
Tinha aquele péssimo mau hábito de se esconder debaixo da minha cama. Quando eu estava agarrada ao sono como ovelha dormente. Pregava-me sustos e vinha para cima da minha cama como cão sardento. Dizia-me haver dinossauros debaixo da cama. Então eu, menina piedosa; deixava-o assentar-se aos meus lençóis, e encolhia-me, e fim de lhe dar espaço.
Partilhava a minha vida com o bicho...]]></description>
         <pubDate>Sun, 15 Dec 2013 23:54:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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         <title><![CDATA[Não quis ser o que fui]]></title>
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         <description><![CDATA[Não quis ser o que fui, mas pelo caminho havia pedras que eu não sabia escolher. Media-as, pesava-as, prova-as e depois atirava-as ao riacho ali perto. O problema é que não havia riacho ali perto. Demorei a pensar que vivia num deserto.
“Será que estou perdida!? Será que 1 deserto tem 1 auto-estrada ou eu tenho de apanhar sempre a estrada nacional?” De qualquer modo ia a pé.
Tão a ver aquelas caminhadas, retiros no deserto q/ Jesus fazia? Mas ele era doido ou quê? Isto não tem graça! E quer do...]]></description>
         <pubDate>Wed, 23 Oct 2013 22:02:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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         <title><![CDATA[O turista e a cidade]]></title>
         <link>http://ricardamelo.webnode.com.pt/news/o-turista-e-a-cidade/</link>
         <description><![CDATA[Parte I
Os aglomerados de turistas apresentam-se ao tecto. Expressando a sua face nas “ventanas” da exposição dos eléctricos.
Por todo o lado, sofre o corridinho da calçada. Com suas pedras sendo despegadas por seres. Estes pouco estarão por cá. São caminhantes de carris de aeroportos. Frequentam cais dispersos. Segurando seus guias iluminados, seus escaldões de água. Presas fáceis para taxistas desenvergonhados.
As gaivotas confundem seus cânticos com uma multidão de línguas, e alcateiam-se...]]></description>
         <pubDate>Sun, 04 Aug 2013 18:54:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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         <title><![CDATA[Ofélia morreu]]></title>
         <link>http://ricardamelo.webnode.com.pt/news/ofelia-morreu/</link>
         <description><![CDATA[
	Ofélia morreu na água. Afundou-se nela, a peso dos seus vestidos. Trazia grinaldas nos cabelos e tinha um rosto como o meu.

	Eu poderia ser ela.

	Ela foi rejeitada por quem jurou ama-la. Ela enlouqueceu, ela cedeu.

	Eu também queria os seus vestidos soltos espalhando cetim pelos espinhos.

	Eu também queria os seus cabelos soltos, despenteados e cheios de encanto, como os meus.

	Eu e a Ofélia somos iguais. Temos a mesma loucura. Porquê? Eu imagino a água daquele ribeiro estivesse morna...]]></description>
         <pubDate>Mon, 03 Dec 2012 01:59:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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         <title><![CDATA[Pessoa gostava de escrever em pé]]></title>
         <link>http://ricardamelo.webnode.com.pt/news/pessoa-gostava-de-escrever-em-pe/</link>
         <description><![CDATA[
	Pessoa gostava de escrever em pé.

	Escreveu as suas arias em pé.

	Gostaria de saber porquê em pé

	É como a sua dobrada.

	Porquê fria?

	Já passei por sua estátua várias vezes.

	Há sempre alguém agarrado a ele.

	Até há um barco com o nome dele.

	Atravessa o Tejo.

	Ele não me interessa mais.

	Só gosto de Sá Carneiro

	O Suicida

	Belo cognome.

	Ele foi como um príncipe em Paris.

	Daqueles que viu cair a monarquia e ficaram com os anéis impenhoráveis

	Por ele se lembrar...]]></description>
         <pubDate>Mon, 03 Dec 2012 01:48:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[PROSA POÉTICA]]></category>
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