Partidos políticos, essas instituições!
Há poucos anos, li um artigo de opinião no Público, sobre como os partidos políticos portugueses estavam de tal modo organizados que já não precisavam de militantes. Tenho pena de não me lembrar do nome do autor, mas esse artigo acertou no ponto, sem dúvida. Explicou o óbvio, mas que ninguém o dizia. Os partidos não precisam de novos militantes, para nada. Tem o seu financiamento assegurado, através de um sistema nada justo. Os partidos recebem consoante os seus lugares no parlamento, assim quem está lá tem sempre mais hipóteses de lá continuar. Sim, é verdade, existem mais partidos políticos em Portugal do que aquelas de que sempre se fala: PS, PSD, PCP, Verdes, PP e Bloco de Esquerda. Porque são só estes que se falam, e porque são estes, só estes que têm lugar no parlamento? Para além da questão do financiamento,…, talvez a questão da publicidade. Eu falo da publicidade, não da propaganda. Claro, que os partidos já com assento parlamentar, têm um grande know how, nestas questões, e isso é uma enorme vantagem concorrencial contra quem quer entrar neste mercado. Mercado é a palavra adequada ao actual jogo político actual. Não é por acaso, o realce na publicidade. Vejamos que existem muitos interesses instalados em redor dos partidos políticos. E não são só interesses pessoais, ambições de carreira e de ascensão social e financeira. São interesses de grandes grupos económicos, entrelaçados dos interesses pessoais, já referidos. Uma mão lava a outra, e eis como políticos se tornam prisioneiros nas suas agendas de outras agendas.
Agora, a questão é, serão estas agendas de real interesse para a população portuguesa? Afinal, o que é a política, e para que ela nos serve?
