O machado corta a cinta

O machado corta a cinta

A cinta de não se sabe quem

De quem foi à vinha

A vinha de um Zé Ninguém

 

A floresta encosta o morcego

Extinto do paradeiro

Se não fosse o dinheiro

Chamaríamos o cangalheiro

 

Ó Zé. Ó Zé da Marinha

Porquê foste avarento?

Não sabes que a vida é tolinha

E tu és um grande santo

Na palma da tua Linda.

 

                               Lisboa, 11-05-2011