Corri fontes

Corri fontes

Corri vales

Tudo fiz para te ver

Não há meio de vencer de vencer

Não há meio de te perder

 

Nas muralhas do meu quarto

Guerras fiz ao adormecer

Atormentei e dei o salto

Barbarizando por poder

 

Presas ficam as cantigas

Que eu deitava nas fadigas

Heranças do mal viver

Herdeiras do meu ser

 

Caminhando contra ventos

Contra arcos e tiranias

Carcereiro fora de tempos

Como barco de Messias

 

Corre ventos

Corre alentos

Corre alentos de sofrer

Mas ver-te é correr

À espera dum entardecer

 

 

Ricarda Melo