Literature

 

poemas

Gosto muito de violar a gramatica

  Gosto muito de violar a gramatica Não respeito acentos Faço amor com a dislexia Cago-me para a serventia do prontuário Passo lixivia na vesicula dos doutos mestres Fabrico metano com dicionarios Adorno a minha sanita com léxico Faço ovos mexidos semânticos Toco desacordos ortográficos Meto a...

O Flanco dos Cisnes

O flanco dos cisnes Os céus quando arrebentam enchem-se de ares. E quando crescem são flancos.   Blue, Blue A station está blue! Vamos ao Chiado. Estamos numa carruagem   Os céus quando rodeiam têm cabras Elas são câmaras filtradas. Elas são clones da humanidade. Os anjos quando morrem...

O vento urge

O vento ruge Os meus cabelos folheiam. O salvador da pátria desfaleceu À frente 1 vendedor de títulos do tesouro Desvende ao desbarato. A Troika chegou A Santa Casa da Misericórdia tem a porta aberta. O vento ruge continuamente As minhas folhas permanecem imóveis. A árvore...

Afagas-me em beijos

Afagas-me em beijos E tentas-me derrubar no átrio Na cama o espelho é para ti O cosmo flutua em planetas E o nosso signo são os beijos Afogas-me em beijos E tentas-me derrubar no átrio Queres-me pegada à cama Sorris, sorrio Digo maluquices e beijos Beija-me aqui no pescoço Suga-me...

Na loja de conveniência larguei o meu amor

Na loja de conveniência Larguei o meu amor. A sair da A1, Lá ao pé da portagem. Dei vinténs ao porteiro. Provei ser clandestina à polícia q/ passou. Para a prisa me levou. Num avião me enfiou. Nas nuvens altas do destino A hortaliça me cheirou. E ai eu descarreguei O autoclismo do...

O amor é ...

O amor é uma promessa que não se cumpre. Fica no desterro como anjo que perdeu a asa. O amor é assaltado cada vez que um mendigo tem pressa O amor não é um cavaleiro andante O amor vive no fundo do pântano Come orquídeas E dorme em pranto O amor é congelado Sobe em naves vaivém Soltado...

O machado corta a cinta

O machado corta a cinta A cinta de não se sabe quem De quem foi à vinha A vinha de um Zé Ninguém   A floresta encosta o morcego Extinto do paradeiro Se não fosse o dinheiro Chamaríamos o cangalheiro   Ó Zé. Ó Zé da Marinha Porquê foste avarento? Não sabes que a vida é tolinha E tu és um...

No outro dia 1 sargento veio cá a casa

No outro dia 1 sargento veio cá a casa Trazia as armas hidrogenias E sorria. Eu perguntei-lhe se ele era transgénico Ele disse q/ não E a conversa ficou por ai   No outro dia veio cá 1 leão. Assombrou-me a noite. Foi o pesadelo q/ me acordou Às 7 da manhã Fui trabalhar   No outro dia fui...

Il y a

Il y a toutjour la vie qu’on ne parle pas. La verité. Le courage, le dangeur, la faime, le peur, le nuit. Toutjour il y a la. Je pense Toutmonde pense Que persone ne la connaite pas. Mais c’est frais. Rien Je repete rien ! Reste differente.   La pluie qu’on pleure, c’est...

La pauverte

La pauverte. Touts nous sommes pauvers Parce que nous avons la solitude Nous habite chez elle Dans nous banque de jardin Nous sommes comme un chat abandonné Pour l’humanité Nous sommes le seul On reste seul avec rien On ouvre les mains et elles ont beaucoup de rien On ouvre les eux et leurs ont...

PROSA POÉTICA

Somos escandalosamente feios

Somos escandalosamente feios E essa é a nossa moral. Nada nos importa Uma poesia que tresanda personalidade. Havemos de ver se a aniquilamos.   A Zon está no telhado. Dá parabólica aos céus Dá notícias do que é e vier A árvore de natal está nas águas-furtadas Pisca ao Santander A via...

Meu mundo perfeito e pequenino.

Deixem-me estar no meu mundo perfeito e pequenino. No meu mundo perfeito e pequenino não há 1 senhora, na rua, a gritar ao telemóvel “Cala-te! Cala-te! Tu não entendes as pessoas”. No meu mundo perfeito e pequenino vivo só eu. Não há pedintes de supermercado, que buscam a carne para...

O papão meu amigo.

Ali, no quarto escuro, jaz o papão meu amigo. Bom companheiro das horas vagas, zombava sempre das minhas alegrias. Tinha aquele péssimo mau hábito de se esconder debaixo da minha cama. Quando eu estava agarrada ao sono como ovelha dormente. Pregava-me sustos e vinha para cima da minha cama como cão...

Não quis ser o que fui

Não quis ser o que fui, mas pelo caminho havia pedras que eu não sabia escolher. Media-as, pesava-as, prova-as e depois atirava-as ao riacho ali perto. O problema é que não havia riacho ali perto. Demorei a pensar que vivia num deserto. “Será que estou perdida!? Será que 1 deserto tem 1...

O turista e a cidade

Parte I Os aglomerados de turistas apresentam-se ao tecto. Expressando a sua face nas “ventanas” da exposição dos eléctricos. Por todo o lado, sofre o corridinho da calçada. Com suas pedras sendo despegadas por seres. Estes pouco estarão por cá. São caminhantes de carris de aeroportos. Frequentam...

Ofélia morreu

Ofélia morreu na água. Afundou-se nela, a peso dos seus vestidos. Trazia grinaldas nos cabelos e tinha um rosto como o meu. Eu poderia ser ela. Ela foi rejeitada por quem jurou ama-la. Ela enlouqueceu, ela cedeu. Eu também queria os seus vestidos soltos espalhando cetim pelos espinhos. Eu...

Pessoa gostava de escrever em pé

Pessoa gostava de escrever em pé. Escreveu as suas arias em pé. Gostaria de saber porquê em pé É como a sua dobrada. Porquê fria? Já passei por sua estátua várias vezes. Há sempre alguém agarrado a ele. Até há um barco com o nome dele. Atravessa o Tejo. Ele não me interessa...

English poems

Soul guest

Never a soul guest never sold rest fly again on over man away of line close of decline   where is the lest? Where is the best? Anyway I cry Any time I rely   I'm so guest of me And you?   In another day I found a whole It was my building that cross the worse   I broke my...

Diálogos do Afrontamento

Cena 3.4

Cena 3.4                                         OTÍLIA...

Cena 3.3

 Cena 3.3...

Acto 3.2 (Continua)

SUCEDEM-SE OS DISCURSOS E OS INTERVENCIONISTAS NAQUELA                 MANHA DE JANEIRO. BALANÇA-SE OPINIÕES, MEDE-SE O PULSO...

Acto II, Cena 1.2

Cena 2.2                                        ...

Cena 1.4

Cena 4                                               Francamente, você...

Acto 1.3

Cena 3                                           CORO DE...

Cena 1.2

  Cena 2                                           Oh freguesa! Veja o robalo que vem...